Adoro interpretar pesquisas, principalmente aquelas que desvendam o comportamento humano e apresentam como estamos reagindo aos diversos estímulos. Parece papo sobre ratos de laboratório – particularmente acredito estarmos apenas alguns estágios mais evoluídos que eles -, mas na verdade quero falar sobre um recente estudo sobre qualidade de vida humana no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte.
Uma recente pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina de São Paulo aponta que os homens valorizam mais sexo do que as mulheres. Verdade?! Novidade seria o contrário, não? Enfim, o que mais me chamou a atenção no estudo foi que manter o sexo em dia está em segundo lugar na lista de prioridades dos cariocas e em terceiro na dos mineiros.
No topo da lista de ambos está a alimentação saudável. No entanto, para os homens de Minas, a segunda posição fica para o tempo com a família. Essa é a terceira preocupação dos fluminenses. Resumo: sexo está no top 3 do homem.
Interessante reparar agora onde a relação sexual aparece entre as prioridades femininas no Rio e em BH. Para as cariocas, sexo aparece em nono lugar. Atrás – apenas! – de alimentação, tempo com a família, saúde, ambiente de trabalho, convivência social, qualidade de sono (?), lazer e exercícios físicos. Ao menos o orgasmo aparece antes do item “tirar férias regularmente”. Ufa!
As mineiras não estão longe desse panorama, mas parecem seguir uma lógica mais masculina ao darem mais importância ao sexo do que aos exercícios físicos. Ora, um não substituiria o outro com um certo “bônus”?
Brincadeiras à parte, olhar essa pesquisa de forma mais generalizada significa concluir que as mulheres estão mais preocupadas em simplesmente dormir bem a “dormir” conosco.
E mais, consideraria que nós, homens, colocamos alimentação em primeiro lugar simplesmente porque carro sem combustível de qualidade não oferece bom desempenho, certo?
Agora, pense: para os homens, ter uma vida sexual satisfatória significa ter – de certa maneira - saúde, qualidade de sono, lazer e tempo com a família. Já para elas essa leitura é outra. Mulheres precisam ligar para os parentes, estar bem profissionalmente, socializar com as amigas e se divertir de qualquer outra forma que não na cama, para então pensar em sexo. Injusto? Não sei, mas me preocupa o que esse estudo vai mostrar sobre as paulistas.
A pesquisa ainda vai mapear outras oito capitais brasileiras. O curioso é que o estudo é patrocinado por uma empresa fabricante de medicamento contra a impotência. Os mais radicais diriam que os homens não precisam de um remédio contra esse fantasma sexual, mas sim de uma pílula que fizesse com que as mulheres se interessassem mais por sexo.
Isso mesmo. Os homens analisados afirmaram transar 3,3 vezes por semana – mas gostariam de 7,8 vezes. Já as mulheres disseram ter 2,3 relações – e desejariam 4,5. Percebe?