Revista QDicas Poderosas - A Revista sobre Amor, Eros e Sexo.

Uma paixão adolescente que se transformou em amor maduro


Por Leticia Rio Branco

Você imagina Andréia Faria, a Sorvetão, sem Conrado? E o contrário? Impossível. Os dois, juntos há 19 anos, se conheceram quando estavam no auge de suas carreiras: ele era um dos cantores mais populares do Brasil e ela, a Xiquita Sorvetão, uma das paquitas mais incensadas do programa Xou da Xuxa, apresentadora infantil. Uma armação da diretora de TV Marlene Mattos e da então gravadora do rapaz acabou unindo o casal. O resultado: os dois têm duas filhas, Giovanna Maria, de dez anos, e Maria Eduarda, de dois, e um casamento sólido e conhecido por todo o país.

“Somos feitos um para o outro. Quando um dos dois viaja, ficamos pendurados no rádio. Somos grudados e muito felizes”, diz Andréia.

Além do mesmo teto, os dois dividem a religião, eles são evangélicos, e o trabalho. É deles a casa de festas Sorvetão, no Recreio dos Bandeirantes, mesmo bairro em que moram.

“Nos damos muito bem. Este é o segredo”, entrega Conrado.

QDicas: Antes de vocês iniciarem um namoro, como lidavam um com o outro, já que ambos eram famosos?
Andréa Sorvetão: O Conrado começou a carreira com o Gugu Liberato e sempre lembro dele no programa de TV. Eu era paquita e adorava o Gugu, lembro muito bem desse período: ele chegando de helicóptero, achava ele tão bonito... Quando ele foi a primeira vez no programa da Xuxa, foi muito engraçado: ele nem me dava bola! E, com o tempo, percebi que aquilo tudo era timidez, sabe? O Conrado é meio caipirão.
Conrado: Sempre admirei muito o trabalho da Andréia, antes mesmo de nos tornarmos alguma coisa. O acontecimento das paquitas e da Xuxa tem 20 anos, e desde então, não vi nada igual: elas eram as meninas mais cobiçadas da TV e alavancavam a audiência de uma maneira surpreendente. Imagina, eu, um caipirão daqueles, ficar com uma loira daquelas? Nem imaginava que fosse ficar com a Andréia.
QDicas: E como vocês se aproximaram?
Conrado: A gente se encontrava e se cumprimentava, não tínhamos nada. Aí minha gravadora e a Marlene criaram uma promoção, ‘Paixão Proibida’, para o público saber com qual paquita eu estaria namorando. Mas isso não passava de brincadeira, era apenas uma jogada de marketing. A Xuxa, então, começou a espalhar isso e armou tudo: disse que eu estava apaixonado por uma paquita e ganharia um dia comigo quem acertasse qual seria. Chegavam 350 cartas por dia para participar da promoção. Começamos a viajar e fomos nos conhecendo melhor.
Andréa: Não sabia que seria a paquita escolhida. A Letícia Spiller era a mais antiga, achei que ela participaria da promoção. A Marlene disse assim para mim: ‘o Conrado está apaixonado por você!’
Conrado: Tinham armado mesmo um esquema, pois não tinha ninguém sentado ao lado dela. Quando nos beijamos, parecia cena de novela, pois todos que estavam no ônibus aplaudiram.
QDicas: Em algum momento, a fama atrapalhou o relacionamento?
Andréa: Um pouco. A gente estava no auge daquela época e eu sabia que a coisa que o empresário dele não queria de jeito nenhum era que o Conrado tivesse uma namorada. Eles não queriam falar porque achavam que uma relação muito séria poderia prejudicar a carreira dele.
QDicas: O que faz a relação de vocês dar certo?
Conrado: Fazemos as coisas pelo coração.
Andréa: A gente tem uma ligação muito especial, não é à toa que estamos há 14 anos casados. Eu posso dizer que tenho um marido, um companheiro e um amigo que está sempre presente.
QDicas: Como lidam com as diferenças?
Andréa: O casal tem que saber o limite do outro, pois morar junto é complicado. O Conrado gosta de tudo mais arrumado, eu sou mais relaxada.
Conrado: Eu não ligo para o que temos de diferente. Hoje em dia é muito difícil achar alguém legal. A Andréia é uma mãe muito presente, e criar filhos não é nada fácil. Ela gosta de trabalhar, admiro isso. Nossa união não é perfeita, mas muito bacana.
QDicas: Vocês brigam muito? Como fazem as pazes?
Conrado: Não muito. Discussões são normais e resolvemos tudo na base do diálogo. Com as nossas filhas também funciona dessa forma.
Andréa: O respeito é primordial numa relação. É claro que temos nossos momentos de briguinhas, mas tudo acaba rápido.
QDicas: O que fazem para a rotina não desgastar a relação?
Andréa: A gente sai para jantar, só nós dois, vamos ao cinema, às vezes dormimos fora (risos). O amor deve ser sempre alimentado, como o sexo, claro! Mas, tirando isso, somos muito família e priorizamos nossas filhas.
Conrado: Temos nossos momentos de solidão e estamos sempre inovando.
QDicas: O que mudou na relação de vocês depois que se tornaram evangélicos, enfrentam as dificuldades com mais paciência?
Andréa: Pouca coisa, pois nossos princípios eram os mesmos. Apenas ficamos mais calmos, aceitamos mais a vida e o que ela nos apresenta. As dificuldades sempre aconteceram para nos unir.
Conrado: Quando você valoriza mais o lado espiritual, tudo muda. Quando se acredita na força de Jesus, a maneira de pensar passa por mudanças. Com Deus ao seu lado, você percebe que pode tudo. Dificuldades vão existir sempre, o que importa é a forma que lida com elas.
QDicas: Vocês se arrependem por terem casado muito novos?
Andréa: Nem um pouco! O Conrado me ensinou muita coisa, até por ser muito mais maduro do que eu. Ele saiu da casa dos pais aos 20 anos para tentar a vida. Eu sempre acreditei em todo mundo, o meu marido é mais pé no chão. A gente casou com o objetivo de ficar junto para sempre. Eu fico chocada em como as pessoas perderam o respeito, vejo esses caras da noite que saem pegando a mulher pelo cabelo. Agradeço a cada dia por não termos nos separado nunca.
Conrado: Desde que a vi, sabia que ela seria a mulher da minha vida. O que temos um com o outro é um alicerce muito forte e, agora, além da casa de festas, mais um CD. Desta vez vou lançar um álbum gospel pela Seven Records.
QDicas: Quais as dicas dão para os casais que querem dar certo?
Andréa: Os dois têm que se conhecer, colocar o diálogo em primeiro lugar. E namorem bastante! Isso faz diferença.
Conrado: É importante que a conversa seja a base do relacionamento. Isso é fundamental.