"Batman – O cavaleiro das trevas"
O homem-morcego está de volta. Mais esperado do que nunca, o filme “Batman-O cavaleiro das trevas” é líder das bilheterias de todo o planeta e continua fazendo muito sucesso. O super-herói que defende os moradores de Gotham City é vivido por Christian Bale, mas quem realmente leva o público aos cinemas é Heath Ledger. O ator, que morreu em janeiro deste anos aos 28 anos de overdose, vive com maestria o arquiinimigo de Batman, Coringa, já interpretado por Jack Nicholson. O filme, que superou todas as expectativas e conquistou não somente os fãs dos quadrinhos, tem ainda um elenco estelar: Gary Oldman, Michael Caine e Morgan Freeman.
"Era uma vez"
De novo a velha fórmula, e que dá muito certo, de contextualizar um drama de Shakesperare. A tragédia lírica “Romeu e Julieta”, que narra o amor impossível dos personagens-título da obra e também a tragédia de uma cidade - Verona - dividida pelo ódio de grupos rivais, Capuletos e Montecchios, ganha as telonas. Mais precisamente através do diretor Breno Silveira, que transforma a obra do bardo inglês em “Era uma vez”. O longa se passa em Ipanema, o metro quadrado mais caro do país, e a favela do Cantagalo, e conta a história de amor entre um jovem morador do morro, que vende cachorros-quentes na praia de Ipanema, e uma menina que mora na av. Vieira Souto.
De longe, todo o dia, ele observa Nina (a estreante Vitória Frate), garota de classe média alta e moradora do prédio em frente, por quem se apaixona platonicamente.
De certa forma, os dois personagens são metáforas de uma cidade dividida em dois pólos. Aos poucos, Dé conquista o amor de Nina, e até o pai da moça (Paulo César Grande) aceita o romance.
Quando a situação fica mais complicada, com a fuga do irmão de Dé da cadeia, Carlão (Rocco Pitanga), e sua posterior tomada de poder no morro, o jovem casal é pressionado pelo pai da menina para terminar o romance. Mas eles acreditam que uma fuga é a melhor saída.
"Ao entardecer"
Drama que explora o passado romântico e o presente emocional de Ann Grant ao lado das filhas Constance e Nina. Ann está à beira da morte e, por meio de suas lembranças, transporta as filhas para décadas atrás. Ainda uma jovem garota, nos anos 50, Ann conheceu Harris, um homem por quem ela se apaixonou e jamais esqueceu.
Um filme que arranca lágrimas, mas não apenas isso. "Ao entardecer" encoraja o espectador a sair do cinema pensando na própria vida e nas escolhas que toma.
Baseado na obra de Susan Minot, o filme mostra Ann (Vanessa Redgrave) já idosa, doente e não tão lúcida. Observada de perto pelas duas filhas, Nina (Toni Collette) e Constance (Natasha Richardson, filha de Redgrave na vida real), ela começa a falar coisas que parecem sem nexo, e a fazer referência a pessoas de um passado completamente desconhecido para sua família.
No início não se sabe se trata-se de algo real ou apenas ilusão, mas logo a história se esclarece. Em flashbacks, o diretor Lajos Koltai (cinematógrafo experiente, mas apenas em seu segundo longa como diretor) revela quem são os personagens do passado de Ann e a história marcante.
Um filme que reúne um elenco feminino com nomes como os de Vanessa Redgrave, Claire Danes, Toni Collette, Meryl Streep e Glenn Close já é sinal de que algo bom está por vir. Ou não, se você está falando de Ao Entardecer, um verdadeiro desperdício de talentos na atuação, perdidos num roteiro fraco e um diretor incapaz de lidar com tantos atores bons em disponibilidade.
"Eu sou minha própria mulher"
O espetáculo começou a sua temporada no circuito off-Broadway, em Nova York, em 2003, e depois de viajar pelos EUA por vários países, foi ovacionada pela crítica e ganhou todos os principais prêmios do teatro americano.
A peça é baseada na história verídica da alemã Charlotte Von Mahlsdorf, que atravessou o nazismo, e depois o comunismo na Alemanha Oriental, montando e preservando um museu inusitado. O museu existe até hoje em Berlim e está aberto à visitação pública. Charlotte Von Mahlsdorf nasceu em 1928. E vivenciou a desumanidade dos dois regimes sem tirar as longas saias e seu colar de pérolas. Charlotte era, na verdade, Lothar Berfeld, um homem que desde a sua adolescência se travestia de mulher.
Morta há três anos, sua história é tema de uma peça baseada numa série de entrevistas que ela concedeu ao autor Doug Wright, e que no palco é representada por um único ator que, sozinho em cena, sem sair do palco, sem truques, interpreta mais de vinte personagens que cruzaram a trajetória de Charlotte.