Revista QDicas Poderosas - A Revista sobre Amor, Eros e Sexo.

Vivendo sob novas regras

Por Lorena Love

Para muita mulher, a vida de solteira é encarada como um castigo. Confesso, no entanto, que tenho aprendido coisas que nem imaginava. Outro dia, em um almoço com uma amiga também solteira, descobri a regra matemática para relacionamentos com caras mais novos.

Segundo a minha amiga, que segue com afinco a máxima católica "vinde a mim as criancinhas", para saber se o caso é amor, e não pedofilia, basta pegar a sua idade, dividir por dois e somar mais sete anos. Por exemplo, se você tem 30, pode ficar com caras que tenham 22 anos para cima. Menos que isso, já é chave de cadeia.

A regrinha me pareceu muito boba, até que, claro! Tive de fazer uso dela para poder deixar a minha consciência tranqüila. No último fim de semana, conheci um rapaz ligeiramente interessante (os interessantes de verdade andam em falta, infelizmente tenho que reconhecer isso). Papo vai, papo vem e perguntei a idade da criança. Vinte e quatro anos de pura saúde e muita vontade de agradar.

Quase dez anos mais novo do que eu!! Ai, ai, ai! Já estava pensando em desistir do investimento, quando lembrei da história da regra matemática. Trinta e um dividido por dois, mais sete dava...22.5! Ufa!!! Salva pelas contas, aproveitei o momento.
Com a minha amiga foi bem pior. Ela estava numa boate quando conheceu um menino fofo, mas de apenas 20 aninhos. Fez as contas e, putz! Ele estava abaixo da linha de pegáveis. Mesmo assim, ela não se fez de rogada. A vida não é uma fórmula e não é todo o dia que a gente encontra um carinha bacana em uma pista de dança. Que se danassem as convenções sociais, o negócio dela era beijar na boca e ser feliz.

Decidido isso, partiu para o abraço. Lá pelas tantas, o celular dele tocou. Era a mãe. Minha amiga quis saber se a mulher tinha telefonado porque estava muito tarde para o filho ficar fora de casa (afinal, as crianças precisam ser monitoradas). Ele disse que não. Na verdade, sua mãe voltava da casa do namorado e queria saber se ele precisava de carona.
Bom, mãe moderna, pensou a minha amiga. Não se contendo, quis saber quantos anos tinha a sua possível futura sogra. Ao saber que tinha apenas 41, minha amiga esfriou completamente. Parando para pensar, ela estava muito mais próxima da idade da mãe do que do filho.  O romance parou por ali.