Revista QDicas Poderosas - A Revista sobre Amor, Eros e Sexo.

Dicas Imperdíveis

Por Catalina Arica, Eduardo Camenietzki e Paulo H. P. Serrano

Muito mais do que uma história de amor

Se você ainda não viu "Desejo e Reparação", pode começar a se mexer e procurar algum cinema perto de você que esteja exibindo o filme. Não só porque ele é muito bem feitinho, tem uma fotografia lindíssima e uma história cativante, mas principalmente porque ele vai fazer a alegria das mocinhas sonhadoras e dos rapazes que tem aquela sensibilidade que a gente adora - e eles odeiam demonstrar.

No longa, que concorre a sete estatuetas do Oscar, o bonitinho James McAvoy (de "O último rei da Escócia") interpreta o filho de uma governanta que está apaixonado pela filha mais velha de seus patrões. A irmã mais nova da família acha que as cartas de amor que o rapaz manda para a moça são assédio e, logo na primeira oportunidade que tem, o acusa de ter abusado sexualmente de sua prima. Está pronto o caldo de cultura para um sem-fim de desencontros e muita imaginação.

A caçula da família depois se revela uma escritora de mão cheia e o filme vai se tornando um exercício literário, ao mesmo tempo que destila alguns dos clichês das histórias de amor. E os clichês só ajudam a tornar o filme um verdadeiro filme romântico. Você pode ir ao cinema com seu (sua) paquera e depois ainda discutir o final do longa num jantar acompanhado de um bom vinho.

Música, amor e tragédia

Stefen Soudheim é um compositor-letrista com muitos serviços prestados na Broadway em inúmeros musicais. “Sweeney Todd” é desses que se tornou filme pelas mãos habilidosas de Tim Burton (diretor que já havia realizado no cinema “Edward mãos de tesoura” e os remake de "A Fantástica fábrica de chocolate" e "Planeta dos Macacos"). Em vários filmes que dirigiu, Burton teve como astro e principal colaborador o ator Johnny Depp. A especialidade do diretor é o espetáculo surreal, que carregam imagens inusitadas e uma série de efeitos especiais de fazer qualquer um não ficar quieto na cadeira.

Um barbeiro assassino e sua incrível história de amor com final trágico é o mote para canções não pecam pelo excesso de acúcar. Como o estilo dos musicais se tornou mais conhecido e abre espaço para uma maior densidade emocional, Depp mostra muito virtuosismo na pele do Barbeiro. O filme reproduz fielmente o musical e praticamente todo o enredo é cantado.

Na história,O Barbeiro envolto em seus fantasmas deseja salvar sua filha do aprisionamento, mas se envolve numa relação complicada que o trasforma numa figura insensível.A competência musical, a interpretação do elenco e as belas imagens com eficientes cenários fazem deste filme um ótimo programa a dois.

Em busca do verdadeiro prazer

Do diretor Euclydes Marinho, “Mulheres Sexo Verdade Mentiras” é o primogênito, ou melhor, tende a ser ... o primeiro de muitos. Estreando na telona, Euclydes se propõe em trazer para o público um filme com um olhar menos machista, mais descontraído, revelando de forma leve o que os homens não vêem. A sinceridade e o escracho em alguns depoimentos femininos durante o filme colocam as mulheres numa posição mais verdadeira e honesta com elas próprias sob a ótica da sexualidade. Isso sem abandonar um certo romantismo. É um filme de fácil digestão, com momentos muito divertidos. No longa, Júlia Lemmertz, que vive a documentarista Laura, descobre o verdadeiro prazer do sexo com outro homem depois de terminar um casamento de 20 anos. O elenco conta ainda com Fernando Alves Pinto, Malu Galli, Cristina Amadeo, Branca Messina, Marília Medina, entre outros.

Dona Flor nos palcos cariocas

Para quem acredita num amor menos convencional, que tal assistir à peça “Dona Flor e seus dois maridos”? Em cartaz no palco do Teatro Vanucci, no Rio, o espetáculo é uma adaptação do polêmico romance de Jorge Amado. A história, que se passa na Bahia dos anos 40, narra a história de uma jovem viúva, Dona Flor, que para superar a perda do amado se casa com Theodoro, um farmacêutico correto e educado até dizer chega. A bela moça vive, então, entre dois homens: com o marido atual vive um amor pacato e com o falecido Vadinho, um típico malandro, vive uma paixão fogosa.

A protagonista fica a cargo de Carol Castro e Theodoro e Vadinho são vividos, respectivamente, por Duda Ribeiro e Marcelo Faria (que fica totalmente nu em cena). A transposição do livro para o teatro é dividida entre Marcelo Faria e Pedro Vasconcelos, que assina ainda a direção.