Se você ainda não viu "Desejo e Reparação", pode começar a se mexer e procurar algum cinema perto de você que esteja exibindo o filme. Não só porque ele é muito bem feitinho, tem uma fotografia lindíssima e uma história cativante, mas principalmente porque ele vai fazer a alegria das mocinhas sonhadoras e dos rapazes que tem aquela sensibilidade que a gente adora - e eles odeiam demonstrar.
No longa, que concorre a sete estatuetas do Oscar, o bonitinho James McAvoy (de "O último rei da Escócia") interpreta o filho de uma governanta que está apaixonado pela filha mais velha de seus patrões. A irmã mais nova da família acha que as cartas de amor que o rapaz manda para a moça são assédio e, logo na primeira oportunidade que tem, o acusa de ter abusado sexualmente de sua prima. Está pronto o caldo de cultura para um sem-fim de desencontros e muita imaginação.
A caçula da família depois se revela uma escritora de mão cheia e o filme vai se tornando um exercício literário, ao mesmo tempo que destila alguns dos clichês das histórias de amor. E os clichês só ajudam a tornar o filme um verdadeiro filme romântico. Você pode ir ao cinema com seu (sua) paquera e depois ainda discutir o final do longa num jantar acompanhado de um bom vinho.
Stefen Soudheim é um compositor-letrista com muitos serviços prestados na Broadway em inúmeros musicais. “Sweeney Todd” é desses que se tornou filme pelas mãos habilidosas de Tim Burton (diretor que já havia realizado no cinema “Edward mãos de tesoura” e os remake de "A Fantástica fábrica de chocolate" e "Planeta dos Macacos"). Em vários filmes que dirigiu, Burton teve como astro e principal colaborador o ator Johnny Depp. A especialidade do diretor é o espetáculo surreal, que carregam imagens inusitadas e uma série de efeitos especiais de fazer qualquer um não ficar quieto na cadeira.
Um barbeiro assassino e sua incrível história de amor com final trágico é o mote para canções não pecam pelo excesso de acúcar. Como o estilo dos musicais se tornou mais conhecido e abre espaço para uma maior densidade emocional, Depp mostra muito virtuosismo na pele do Barbeiro. O filme reproduz fielmente o musical e praticamente todo o enredo é cantado.
Na história,O Barbeiro envolto em seus fantasmas deseja salvar sua filha do aprisionamento, mas se envolve numa relação complicada que o trasforma numa figura insensível.A competência musical, a interpretação do elenco e as belas imagens com eficientes cenários fazem deste filme um ótimo programa a dois.
Do diretor Euclydes Marinho, “Mulheres Sexo Verdade Mentiras” é o primogênito, ou melhor, tende a ser ... o primeiro de muitos. Estreando na telona, Euclydes se propõe em trazer para o público um filme com um olhar menos machista, mais descontraído, revelando de forma leve o que os homens não vêem. A sinceridade e o escracho em alguns depoimentos femininos durante o filme colocam as mulheres numa posição mais verdadeira e honesta com elas próprias sob a ótica da sexualidade. Isso sem abandonar um certo romantismo. É um filme de fácil digestão, com momentos muito divertidos. No longa, Júlia Lemmertz, que vive a documentarista Laura, descobre o verdadeiro prazer do sexo com outro homem depois de terminar um casamento de 20 anos. O elenco conta ainda com Fernando Alves Pinto, Malu Galli, Cristina Amadeo, Branca Messina, Marília Medina, entre outros.
Para quem acredita num amor menos convencional, que tal assistir à peça “Dona Flor e seus dois maridos”? Em cartaz no palco do Teatro Vanucci, no Rio, o espetáculo é uma adaptação do polêmico romance de Jorge Amado. A história, que se passa na Bahia dos anos 40, narra a história de uma jovem viúva, Dona Flor, que para superar a perda do amado se casa com Theodoro, um farmacêutico correto e educado até dizer chega. A bela moça vive, então, entre dois homens: com o marido atual vive um amor pacato e com o falecido Vadinho, um típico malandro, vive uma paixão fogosa.
A protagonista fica a cargo de Carol Castro e Theodoro e Vadinho são vividos, respectivamente, por Duda Ribeiro e Marcelo Faria (que fica totalmente nu em cena). A transposição do livro para o teatro é dividida entre Marcelo Faria e Pedro Vasconcelos, que assina ainda a direção.