Revista QDicas Poderosas - A Revista sobre Amor, Eros e Sexo.

Manual de Educação

Por Lorena Love

Juro por Deus que estou quase pedindo à socialite Glorinha Kalil que escreva um livro inteirinho sobre a etiqueta da paquera. É que, a cada dia que passa, tenho mais certeza de que educação não consta mais do dicionário de muitas pessoas. Até mesmo quando o assunto é o amor (ou a falta dele).

Não vamos chover no molhado aqui e discutir quem deve pagar a conta no primeiro encontro. A essa altura do campeonato, acho que esse problema já ficou datado. Acontece que, nesses poucos meses de solteira, tenho observado coisas difíceis de acreditar e que, infelizmente, não acontecem só comigo.

No carnaval, reencontrei um quase amigo da faculdade. Digo quase porque nunca tive vontade de ser apenas amiga dele. Mas naquela época, ele tinha namorada e eu acabei arranjando um namorado também. A amizade foi a via de contato que restou. Mas eis que dou de cara com ele em um dos vários blocos que fui durante o carnaval. Continuava bonito, inteligente e agora, ai que ótimo, solteiro!!!

Ele também parecia feliz por me encontrar. Saímos do bloco e fomos para um bar e depois para outro e outro. A conversa não se esgotava, mas o beijo não rolou. Talvez os dois estivessem sem graça de dar o primeiro passo. No dia seguinte, no entanto, recebi um torpedo dele me dizendo para marcar quando quisesse repetir a dose. Respondi já sugerindo nova data. E fiquei sem retorno até hoje.

Alguns dias depois, minha melhor amiga me ligou fula da vida. Tinha levado bolo do pretê. Ele havia telefonado para combinar uma saída à noite, após o trabalho. Mas também a deixou a ver brancas nuvens. Não apareceu, nem ligou para se justificar. E olha que ele nem é carioca!!!

Podem me chamar de cri cri, mas para mim nenhuma das atitudes se justifica. Primeiro porque ninguém está à disposição de ninguém.
Rapazes, o mundo não gira em torno de vocês. A gente até abre mão de algumas coisas para sair com vocês, mas se não saímos, temos outras coisas a fazer. E também não precisa nos dispensar sendo mal educado. Responder e-mail não mata nem configura compromisso.