“Jumper”
O filme Jumper, do diretor de Doug Liman (o mesmo de “Identidade Bourne”), tem muita ação e efeitos especiais. Mas o “efeito” mais especial que ele causa nos telespectadores é trazer para a tela o desejo do ser humano de brincar de Deus e poder ser praticamente onipresente.
Um jovem descobre que pode se teletransportar a qualquer lugar, o que permite acordar em Paris, sair para surfar no Havaí, almoçar no topo da Esfinge, no Cairo, sair para a balada em Londres e voltar para casa em Nova Iorque.
E, é claro, visitar cofres de bancos para que tudo possa isso possa ser financiado. Como nem tudo é perfeito, sempre tem alguém para atrapalhar a festa.
E é aí que o filme peca: pela falta de consistência nos argumentos dos “paladinos” para perseguir os Jumpers, como são chamados os sortudos que têm este dom.
“Awake – A vida por um fio”
Clay (vivido po Hayden Christensen) é um homem de sorte. Bonito, multimilionário, bondoso e apaixonado por sua bela noiva, Sam (Jessica Alba). Dono de um coração fraco, Clay é submetido a uma cirurgia. No entanto, ele acaba sofrendo de uma raríssima reação anestésica, onde seu corpo fica completamente paralisado, porém, continua capaz de sentir e ouvir cada etapa da operação, inclusive suas dores e angústias.
E é nesta situação que Clay descobre que está valendo mais morto do que vivo.
Ao invés de consertar seu coração, seus médicos pretendem matá-lo. Caberá a Sam, no decorrer do filme, tomar as decisões que poderão salvar, ou não, o seu amado.
“Terapia do Amor”
Uma mulher bonita e bem-sucedida que se apaixona pelo filho da sua analista, 15 anos mais jovem. Esta é a história do filme “Terapia do amor”. Rafi, papel de Uma Thurman, acaba de se separar e se apaixona pelo pintor David Bloomberg (Bryan Greenberg). Quem comanda o divã é a talentosa Meryl Streep, no papel de Lisa Metzger.
O longa é bem dirigido, com destaque para a atuação de Merly, impagável como a mãe dedicada e judia.
A direção é de Bem Younger e o elenco conta ainda com Naomi Aborn, Jon Abrahams, Jerry Adler.
“Invasão de Domicílio”
O que era para ser uma modesta dica de filme se transforma em apologia ou eulogia. Do mesmo diretor de “O Paciente Inglês” e “O Talentoso Ripley”, “Invasão de Domicílio” é um filmaço. Will (Jude Law) e Sandy (Martin Freeman) possuem uma próspera firma de arquitetura paisagística, que se transfere para a região de King's Cross, o centro da mais ambiciosa regeneração urbana da Europa. O escritório, repleto com a tecnologia mais avançada, é alvo constante de ladrões. Cansado desta situação, um dia Will segue Miro (Rafi Gavron), um dos integrantes da quadrilha que assalta a sua empresa, até ao apartamento em que o bandido mora com a mãe, Amira (Juliette Binoche), uma refugiada bósnia.
Na intenção de investigar o roubo, Miro torna-se amigo de Amira. Porém, ela descobre as suas verdadeiras intenções e passa a chantageá-lo para proteger o seu filho. O filme trata de mentiras e verdades, a inquietação de filhos-problema e filhos-queridos, encontros e desencontros amorosos, amores no lar e fora dele, exílio, distância. A investigação de um roubo se confunde com a investigação da alma, das relações e intenções. O diálogo é de muito boa qualidade e as diferenças e igualdades são apresentadas de forma muito sutil e inteligente. Os atores têm um desempenho impecável, Juliette Binoche se destaca - a atriz está esplêndida como uma imigrante, abandonada e mãe sofredora. Jude Law transmite uma claustrofobia e incertezas emocional de grande intensidade.
A fotografia do filme é linda e totalmente integrada ao tema. Há algo muito interessante que é a inclusão do moderno “le parcours”, uma modalidade de esporte em voga na Europa e que é sempre emocionante, principalmente quando bem filmada.
Enfim, um filme intimista, que mostra a difícil relação do ser humano, com suas construções e desconstruções em termos pessoais e profissionais, com um olho bastante aguçado, presente e revelador e com uma linda lição de amor.
“Os produtores”
Após uma bem-sucedida temporada em São Paulo, chega ao Rio de Janeiro o musical de Mel Brooks e Thomas Meehan, “Os Produtores”. O elenco global, dirigido por Miguel Falabella, conta, além do próprio, com Juliana Paes e Vladmir Britcha.
A história é a seguinte: após mais um fracasso em sua carreira, o produtor Max Bialystock (Falabella) e o despretensioso contador Leo Bloom (Britcha), sem querer descobrem que, para um produtor, um fracasso pode valer muito mais dinheiro do que um sucesso.
Assim, juntam seus esforços para construir a pior peça de todos os tempos.
Para isso, contam ainda com as belas pernas da dançarina sueca Ulla (Juliana Paes). Só que, ao contrário do esperado, a peça se torna um enorme sucesso, o golpe é descoberto e ambos são presos. Mas o que parece o fim acaba virando um novo começo. Após saírem da prisão, Max e Leo voltam à Broadway com o musical “Prisioneiros do Amor”. Desta vez, porém, a idéia é fazer sucesso e a peça é um recomeço para os dois.
A versão nacional de “Os Produtores” tem números que impressionam: só de figurino, são mais de 350 e os atores usam 60 perucas.
A superprodução está em cartaz no Vivo Rio. Outras informações através do site www.vivorio.com.br.
“Verdadeira grandeza”
56 obras de artistas visuais tomam conta da Galeria do Ateliê na coletiva “Verdadeira grandeza”. A exposição revela auto-retratos que partem do conceito de que o rosto não é necessariamente a representação do que se é. Cada artista convidado escolheu a "face" a ser vista. De acordo com a curadora Claudia Tavares, o auto-retrato como conceito é a tentativa de encontrar uma definição da natureza particular do indivíduo, explorando sua afirmação. O público, então, pode desvendar o confronto da revelação e ficção com as possíveis máscaras de cada artista. A mostra fica em cartaz até o dia 3 de maio no Ateliê da Imagem. Outras informações através do site www.ateliedaimagem.com.br.