Todos somos criativos! E, quando começamos a entender e a praticar a inteligência emocional e espiritual, nossas vidas passam a se expressar com mais firmeza, clareza, gentileza, e passamos a nos comunicar melhor com os outros. Passamos a ser mais criativos, mas podemos ir mais além, podemos ser geniais. Para sermos geniais, precisamos não ficar satisfeitos com os talentos que já temos e exercitamos com maestria. Precisamos mudar de hábito, isto é, experimentar outras aptidões, ampliar nossa percepção. Existem cinco tipos de criativos. Vamos ver como você se encaixa neles.
Tem o visionário, cujo poder é o de criar imagens. O visionário consegue criar imagens em sua mente e essas imagens podem ocasionar em idéias geniais. Você utiliza esse poder todos os dias. Você consegue imaginar o ultimo arremesso do time, ver o cabelo de sua filha ao vento ou como sua sala ficaria pintada de outra cor. Os visionários são orientados pelas imagens na sua mente, visualizam um grande detalhe, mantém essas imagens no decorrer do tempo, amplificando-as. Mozart era um visionário e ele descreve que “quando sou completamente eu mesmo, inteiramente sozinho, e me sentindo à vontade, o tema, embora possa ser grande, aparece quase por completo e concluído na minha mente. Eu posso observá-lo num relance de olhos”.
Tem o tipo observador, que tem o poder de captar o detalhe. Os observadores catam os detalhes do mundo que os circundam e os reúne para formar uma nova idéia. Os observadores pesquisam seu ambiente em busca de informações interessantes, e utilizam esses dados para criar avanços. Quando o criador de personagens infantis Walt Disney levou sua filha para brincar no parque, percebeu que os adultos pareciam entediados, os brinquedos estavam quase parados e os operadores não eram simpáticos. Ele pensou “seria agradável se existisse um lugar onde crianças e adultos pudessem se divertir juntos.”
Ah! E tem também o alquimista, que tem poder de unir domínios. O alquimista reúne domínios separados, diferentes idéias, disciplinas ou sistemas de pensamentos e os utiliza de forma singular para desenvolver idéias avançadas. Os insights do alquimista se originam do aproveitamento ou mesmo do hall de idéias. Eles são ativados a criar uma ampla gama de interesses, e levam vidas que unem trabalho e ação. O arquiteto que criou os edifícios mais originais na história da arquitetura americana utilizou as técnicas do alquimista. Sua genialidade consistiu em combinar a arquitetura dos edifícios com a natureza local.
Tem o tolo, que possui o poder de celebrar a fraqueza. Considerado a face mais completa do gênio, o tolo tem três aptidões relacionadas: são insuperáveis na inversão, vêem sentido no absurdo e possuem uma perseverança sem limites. Por exemplo: um cientista buscava uma fórmula química e acidentalmente a colocou no radiador do laboratório. No dia seguinte, ele percebeu uma superfície dura e resistente. Em vez de jogá-la fora e considerar a experiência um fracasso, ele analisou o acidente. E assim, nasceu o teflon.
O sábio tem o poder de simplificar: ele reduz o problema a sua essência e, no processo, cria uma idéia genial. Aproveita a história como fonte de insights criativos. Um dos pais da fotografia norte-americana foi um sábio. Ao ficar encantado com um pintor holandês, que vivera trezentos anos antes, ele desenvolveu um trabalho fotográfico completamente novo.
Como você tem suas idéias?
Como é seu processo criativo?
Quem é você, criativamente?