O Dia dos Namorados passou e, a primeira coisa que me veio a cabeça com esta data tão especial é a letra de “Futuros Amantes” do disco Paratodos, do Chico Buarque:
“Não se afobe não que nada e pra já Amores serão sempre amáveis Futuros amantes quiçás Se amarão sem saber Com o amor que eu um dia deixei pra você”.
Amor requer um espírito paciente, calmo. Eu e muitos amigos estamos à caça da paciência. Amor e muitas outras coisas na vida requerem a dita-cuja, não e mesmo?
Já paixão e outra história. Já assistiu ao filme “Vinicius”? Ah…Imperdével.
Se você gosta de usar a mufa, leia um livro do Roberto Freire, chamado “Ame e dê vexame”. Comprei no Beringela (um sebo que fica no centro do Rio). Estou achando super interessante. Na orelha, está escrito assim: “A ideologia do sacrifício – vem da direita e da esquerda, do céu e do superego – tem convencido o homem de que amar significa fundamentalmente perder a liberdade.” Roberto Freire acha que essa ideologia da “não-vida” é sustentada sobretudo pelas religiões judaico-cristãs, pelo marxismo e pela psicanálise, e criou uma forma de terapia-pedagogia holisticamente libertária, chamada “Soma” para combater a anterior.
E, se você não comemorou o Dia dos Namorados, por qualquer motivo, aí vai a minha receita para um dia especial. Que pode ser todo dia!
Comece com flores e um bilhetinho. Não precisa ser grande. É o gesto que conta! Está sem grana? Desenhe uma florzinha num papel e dê presente. Esconda na bolsa dela ou no bolso dele. Escreva uma poesia. Ou faça uma cópia uma de um poeta favorito. Saia para passear de mãos dadas num jardim bonito, ou na praia. Se der pra comer fora, lindo. Se não der, o revezamento na cozinha vale muito. Preparem algo juntos.
Sabe como foi o meu primeiro Dia dos Namorados com o meu maridão? Comprei um montão de flores e fiz uns três buquês. Deixei o primeiro na porta da casa dele de madrugada com um cartão. Liguei de manhã e disse: “já abriu a porta?” O cartão dizia: “vai naquele lugar que a gente gosta e diga seu nome. Lá tem um cappuccino te esperando. Ao chegar ao local, ele recebeu outro cartão, que o levou pra uma livraria. Dentro do livro que comprei havia outro cartão o encaminhando para outro lugar. Eram presentes pequenos, mas simbólicos e que deixaram uma lembrança bonita na nossa vida. Estou sempre inventando moda. É tão bom! Invente também! Surpresa é fundamental!
"Se um dia você for embora Não pense em mim Que eu não te quero meu Eu te quero seu”.