"Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal"
Após uma espera de 19 anos, chega aos cinemas a quarta aventura do arqueólogo Indiana Jones. "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal" é aquele filme para quem quer se divertir. Após enfrentar um pelotão de soldados russos que o seqüestram para ajudar na busca a um misterioso artefato na Área-51, Indiana Jones é demitido de seu posto de professor. Isso acontece quando o FBI suspeita que ele possa ser um simpatizante comunista. Como se isso não bastasse, ele é contatado por Mutt Williams, um jovem motociclista que pede sua ajuda para encontrar um conhecido em comum e sua mãe, ambos raptados por terem informações sobre misteriosos crânios de cristal. Detalhe: os crânios podem ser a chave para a obtenção de um poder incalculável. Numa corrida pela América do Sul, Indiana enfrentará vários perigos, reencontrará rostos do passado e se verá frente a um enigma do outro mundo.
A trilha sonora continua bacana, com a inesquecível música-tema de John Williams. Uma pena que os soviéticos não tenham uma música-tema marcante como a que os nazistas tinham no filme. E, comparando com a trilogia original, o filme não faz feio.Os diálogos são engraçados e as cenas de ação valem o ingresso. Claro que, com a computação gráfica cada vez mais evoluída, as cenas são muitíssimo elaboradas. Para não dizer impecáveis.
"Sex and the city"
Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda estão de volta. As estrelas do seriado "Sex and the city" passaram para a tela grande. O longa, uma ode a todas as mulheres bem-sucedidas do mundo e nem tão bem resolvidas no campo sentimental, conta as histórias de amor e moda do quarteto que vive em Nova York.
O filme retoma a história desde onde o seriado deixou as quatro mulheres que não escondiam seu desejo de fazer "sexo como homens", mas que ansiavam tanto por um novo sapato Manolo Blahnik quanto pelo namorado perfeito.
Carrie, papel de Sarah Jessica Parker, está às voltas com o casamento com Mr. Big (John Preston), o namorado-problema que enrola a moça há dez anos. As outras amigas inseparáveis também têm seus parceiros, mas nem tudo é perfeito e os problemas que cada uma enfrenta vêm à tona.
O filme é um bom antídoto para todas as representantes da classe feminina moderna, que quando levam um fora não pensam duas vezes ao estourar o limite do cartão de crédito no shopping.
Sarah Jessica Parker, que faz Carrie Bradshaw e é também a produtora do filme, disse que já vinha trabalhando no projeto havia dois anos e meio. Mas não foi fácil reunir as quatro atrizes novamente.
"Ligeiramente grávidos"
Um filme de roteiro simples e irresistível. Assim é "Ligeiramente grávidos", longa que narra a relação entre duas pessoas completamente diferentes. Allison (Katherine Heigl) é uma âncora de um canal de fofocas do canal de entretenimento E! e Ben (Seth Rogen) um desempregado que passa os dias fumando maconha e planejando abrir um site pornô com amigos. Os dois se conhecem numa boate e, depois de muitos copos de bebida, acabam na cama.
A noite acaba da seguinte forma: ela engravida e os dois vêem seus mundos virarem de cabeça para baixo. Como é de praxe em filmes do gênero, durante os noves meses de gravidez eles passam a se conhecer melhor e desenvolvem uma relação mais profunda.
Judd Apatow assina a produção, a direção e o roteiro e já é um nome em alta em Hollywood, sempre por trás de comédias bacanas e geralmente muito elogiadas, como "O virgem de 40 anos".
Com diálogos justinhos e um roteiro redondo, o elenco mostra estar bastante afinado, principalmente nas cenas de comédia.
"Não estou lá"
Se você é fã de Bob Dylan, não pode perder "Não estou lá". Recheado com as músicas do astro do cantor folk norte-americano, como explica um letreiro logo no início do longa, o filme traz várias histórias de personagens que vivem passagens da vida de Dylan. Ao mesmo tempo em que se inspira por passagens lendárias na vida do cantor - como quando ele apresentou a maconha aos Beatles, que fumaram a erva pela primeira vez acompanhados pelo cantor em visita à Inglaterra -, o filme desenvolve histórias e personalidades a cada um dos personagens. Com direção de Todd Haynes, a estrela Cate Blanchet vive um dos sete artistas que vivem Dylan. É dela o papel do andrógino cantor e compositor chamado Jude. O elenco é estelar e conta ainda com Marcus Carl Franklin, Richard Gere, Heath Ledger, Julianne Moore, Michelle Williams, Ben Whishaw, Benz Antoine, Shaun Balbar, Mark Camacho, Joe Cobden e David Cross.
"Dona Flor e seus dois maridos"
Para quem acredita num amor menos convencional, que tal assistir à peça "Dona Flor e seus dois maridos"? Em cartaz no palco do Teatro Vanucci, no Rio, o espetáculo é uma adaptação do polêmico romance de Jorge Amado. A história, que se passa na Bahia dos anos 40, narra a história de uma jovem viúva, Dona Flor, que para superar a perda do amado se casa com Theodoro, um farmacêutico correto e educado até dizer chega. A bela moça vive, então, entre dois homens: com o marido atual vive um amor pacato e com o falecido Vadinho, um típico malandro, vive uma paixão fogosa.
A protagonista fica a cargo de Carol Castro e Theodoro e Vadinho são vividos, respectivamente, por Duda Ribeiro e Marcelo Faria (que fica totalmente nu em cena). A transposição do livro para o teatro é dividida entre Marcelo Faria e Pedro Vasconcelos, que assina ainda a direção.
Nem sempre uma obra de arte causa admiração. É o caso das nove telas e dois objetos do artista plástico Eduardo Berliner, que apresenta o seu trabalho na galeria Durex Arte Contemporânea. As obras agregam pintura, desenho e colagem, e despertam sentimentos como desconforto, choque e críticas propositais. Erros no processo são admitidos, segundo a curadora da exposição. Qualquer acidente que surja no processo de criação é incorporado à obra como mais uma camada de informação. A galeria Durex de Arte Contemporânea fica na Praça Tiradentes, 85, sobrado, no Centro.