“A meditação abre a mente para o maior dos mistérios que acontece diariamente e a toda hora; ela expande o coração para que ele possa sentir a eternidade do tempo e a infinidade do espaço em cada pulsação; nos provê uma vida dentro do mundo, como se estivéssemos nos movimentando no paraíso; e todos esses feitos espirituais ocorrem sem nenhum refúgio em uma doutrina, mas pela simples e direta ligação com a verdade que reside no nosso mais íntimo ser.”
A meditação se destina a desenvolver a consciência complexa ao estado de simplicidade e inocência, livre de orgulho e arrogância. A meditação é integração – pegar as partes desintegradas do homem e torná-lo uma única unidade de novo.
Hoje em dia, as técnicas meditativas passam por um grande renascimento. Enquanto a ciência descobre e proclama os benefícios da meditação como um remédio para o estresse epidêmico da vida moderna, é sabido que a meditação atua em níveis muito mais profundos. À medida que a mente cada vez mais se apura, transforma-se por fim na mente básica, inata, fundamental, de clara luz, capaz de percepção imediata.
Quando você medita e alcança o relaxamento, sua mente pára de pensar e há mais espaço entre seus pensamentos. Com o equilíbrio meditativo, a mente se torna mais profunda e o senso de dualidade diminui. A mente se torna tranqüila. Meditação é sentar-se sem fazer nada. Não usar seu corpo nem sua mente. Sempre que você conseguir, pare todo o resto para apenas SER. Mesmo que seja um rápido momento: isto é meditação.
Muitas experiências mostram que a meditação faz com que as pessoas alcancem um estado hipometabólico (metabolismo lento). Apenas duas outras atividades normalmente geram este estado: dormir e hibernar (essa os humanos, é claro, não praticam). Durante o estado hipometabólico, há uma diminuição significativa do consumo de oxigênio pelo organismo. Quando dormimos, o consumo de oxigênio cai aproximadamente 8%. Já durante a meditação, cai de 10 a 20%. Esse uso reduzido de oxigênio reflete o estado profundo de relaxamento que a meditação produz.
Outros efeitos físicos da meditação são: a diminuição da freqüência cardíaca, da pressão arterial e da respiração. Estudos indicam que, durante a meditação, o ritmo do coração reduz-se, em média, em três batimentos por minuto. A meditação tem demonstrado retardar o processo de envelhecimento e aumentar não só o tempo de vida como também a “extensão da saúde”.
Um sinal de que se está progredindo na estabilidade da meditação é achar, mesmo que a sessão tenha sido longa, que o tempo decorrido foi curto. Se sentir que levou muito tempo meditando, quando na realidade o fez apenas por um período curto, é aconselhável reduzir o tempo da sessão para que a prática meditativa seja um momento agradável. Dessa forma, quando você não estiver fazendo absolutamente nada, seja física, mentalmente ou em qualquer outro nível, quando toda atividade houver cessado e você estiver apenas “sendo”: isto é meditação.
Após ter experimentado este estado de tranqüilidade então, aos poucos, você começará a fazer coisas, mantendo-se alerta para que seu ser não seja perturbado. Esta é a segunda parte da meditação. Primeiro aprender a simplesmente ser, depois aprender que podemos estar em estado meditativo em qualquer situação. Com a prática diária, você poderá ficar neste estado por quanto tempo quiser, podendo permanecer neste estado 24 horas por dia.
Experimentem! Comecem hoje mesmo! Permitam-se vivenciar o verdadeiro estado de plenitude e silêncio interior.